A Tijuca também é conhecida pelos seus clubes, tradicionais e importantes na sociedade carioca. Acompanhe a história de alguns deles.
Tijuca Tênis Clube prova que o sonho é do tamanho do querer!
Primeiro, foi chamado Tijuca Lawn Tennis Club, mais tarde, Tijuca Tennis Clube, até ganhar o seu nome atual: Tijuca Tênis Clube. Fundado em 1915, o Clube nasceu do sonho de três jovens que amavam, particularmente, o tênis, mas que nunca haviam assistido a uma partida do jogo. Américo Leonardo Pereira, seu primeiro Presidente, nos anos de 1915/16, oficializou a fundação do Clube que foi instalado na Rua Conde de Bonfim, atual 451. Na época, o Tijuca possuía, apenas, uma quadra de tênis. As despesas para o seu funcionamento eram muito grandes, tanto é que o presidente, na época, Américo Pinho Leonardo Pereira, e o tesoureiro Álvaro Vieira Lima tiravam dinheiro do próprio bolso para pagar todas as contas. O clube se renovou e destacou quando recebeu o professor, Hugo Moraes Sarmento, para ensinar tênis. A partir de 1924, o Tijuca foi ficando cada vez mais conhecido, por ser considerado especializado no ensino do tênis e pelas festas sociais que promovia. Porém, em 1925, veio o inesperado: o clube recebeu uma notificação do Juiz da Provedoria convidando a agremiação a comprar o imóvel situado na Rua Conde de Bonfim, 451. O vice-presidente Luciano Ruffier conseguiu fazê-lo, com a ajuda financeira de sua sogra, a viúva Esberard, e dos sócios que conseguiram fundos e criaram a Sociedade Cooperadora do Tijuca, onde eram adquiridos os títulos de sócio-proprietário.
Em junho de 1930, a velha sede foi demolida. Um ano mais tarde, a nova sede, em estilo colonial, ganhou novas quadras, ginásio, rinque e a primeira piscina da Tijuca. Na década de 50, o parque infantil do Tijuca fazia divisa com o fundo do quintal do Centro de Saúde da Tijuca, na Rua Desembargador Isidro. Nessa área estava prevista a abertura da então chamada Av. Heitor Beltrão. O tempo foi passando, a avenida foi iniciada e chegou à Rua São Francisco Xavier. Mais tarde, o projeto do logradouro foi revogado. Com a construção do novo Centro de Saúde, no local onde funciona hoje, um pouco acima da Rua Henry Ford, o antigo prédio ficou abandonado e depredado, até que chegou ao conhecimento da direção do clube que o terreno estava à venda.
O ano de 1949 foi muito importante para o Tijuca. Nessa época foi fundado o Movimento Renovador Tijucano, reelegendo Heitor Beltrão para o biênio 1950/51. Por suas realizações, Heitor Beltrão foi escolhido Patrono do Tijuca. Após sua renúncia, Hugo Ramos Filho, morador do bairro desde os 11 anos e um dos mentores do Movimento Renovador Tijucano, entrou em seu lugar e, mais tarde, recebeu o título único de Grande Benemérito e Benfeitor do clube.
Em 1971, a titulação imobiliária da agremiação foi regularizada e o Tijuca Tênis Clube recebeu o título de entidade de Utilidade Pública Estadual. A criação do Departamento de Cultura e o início da informatização do clube foram marcos do ano de 1985. Além dos esforços dos seus sócios, o TTC recebeu auxílio do Presidente Juscelino Kubitscheck, grande incentivador dos esportes e dos clubes. Juscelino ajudou o Tijuca Tênis Clube com um empréstimo, feito ao Banco do Brasil.
Hoje, o Tijuca ocupa uma área de 48 mil m2, tendo como destaque suas oito quadras de tênis e seu Parque Aquático com quatro piscinas. De todos os clubes do Rio de Janeiro, o TTC é o que possui o maior número de associados.
América Football Club
O América Football Club e o Tijuca Tênis Clube são os dois mais importantes da Tijuca. Mas se o Tijuca foi criado com fins sociais, o América se destinava à dedicação aos esportes. O América foi fundado em 1904, quando alguns sócios do Clube Atlético Tijuca, na Muda, que reunia praticantes de ciclismo e de corridas a pé, resolveram fundar o Clube para praticar um novo esporte em moda no Brasil: o futebol.
Alfredo Koehler deu nome ao clube, paixão de muitos cariocas. Na sua primeira partida de futebol, em 6 de Agosto de 1905, o primeiro gol foi feito pelo jovem paulista, estudante de medicina, Amilcar Teixeira Pinto, que entrou para a história do clube. As cores do América, o vermelho e branco, são uma homenagem à Associação Athletica Mackenzie College, de São Paulo, a quem o America havia enfrentado em jogo amistoso interestadual, em 1908. A sede social do clube permanece na Tijuca, um dos bairros mais tradicionais e de urbanização mais antiga do Rio.
Clube Monte Sinai
Tudo começou com um grupo de judeus que se reunia na Praça Afonso Penna. Assunto vai, assunto vem, um deles falou sobre a possibilidade de se criar um clube que reunisse a coletividade judaica da Zona Norte. A idéia foi ganhando cada vez mais adeptos. O mais entusiasmado, Abram Izcek Hochman, decidiu promover um encontro em sua casa com os principais “ishuv” da região. O sonho se concretizou. Dias depois dessa reunião, em 1959, foi comprado um terreno no mesmo endereço onde hoje fica o clube. Assim, foi criado o Monte Sinai, nome ligado à história, sugerido por Sofia Chveid para marcar a luta dos hebreus em busca da Terra Prometida pelo Senhor na saída do Egito, quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos, norma do povo judeu.