Estrutura
Igrejas

A Tijuca tem algumas das mais tradicionais igrejas do Rio de Janeiro. Sendo um bairro nobre, nele a diversidade religiosa sempre esteve presente. Abaixo, algumas das igrejas mais significativas.

Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos

O templo religioso de São Sebastião, padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro, foi edificado por Estácio de Sá. Com o desmonte do Morro do Castelo, em 1922, a Igreja  de São Sebastião dos Frades Capuchinhos foi transferida para um novo local na Rua Haddock Lobo, na Tijuca. Quase 10 anos depois, a igreja recebeu a lápide de Estácio de Sá e o marco de fundação da Cidade, onde permanecem até hoje.

Sua decoração em estilo Néo-Bizantino exibe altares em mosaico inspirados no Mosteiro de Beuron. Seus vitrais representam a luta entre portugueses e franceses, na Baía da Guanabara, em 1567. Na fachada, um painel de azulejos retrata a Fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.  

A Igreja de São Sebastião é muito procurada pelos fiéis. Todo 20 de janeiro, festa do padroeiro, uma procissão sai da Tijuca, atravessa o centro da Cidade, passa pela Catedral Metropolitana e termina o percurso na Praça do Russel, na Glória, onde está a estátua de São Sebastião e onde é representado o Auto da vida do santo.

Igreja Santo Afonso

A Igreja de Santo Afonso localizada próximo à Praça Saens Peña, na esquina da Barão de Mesquita com a Rua Major Ávila, é um exemplo clássico das construções em estilo Néo-Gótico da cidade, exibindo torres que se destacam entre os prédios da região. Fundada em 25 de março de 1903, por influência do Cardeal Arcoverde, e consagrada a Santo Afonso Maria Ligório, a paróquia foi a terceira missão Redentorista do Rio de Janeiro. Hoje, a Igreja conta com diversos grupos como a Pastoral da Juventude e a Pastoral Familiar. Também promove festas juninas e quermesses, consideradas tradição do bairro.
    
Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho


Teve sua origem numa pequena Ermida, dedicada ao jesuíta, que ficou conhecido como Apóstolo da Índia, falecido em 1552, com fama de santo. Construída, por volta de 1572, próximo ao Rio dos Trapicheiros, em terras pertencentes à Companhia de Jesus, foi erguida com a participação de José de Anchieta e pode ser considerada o berço da Tijuca.

A Igreja foi fundada após a canonização de São Francisco, em 1622, por iniciativa do Padre André Manoel. Após a extinção, no Brasil, da Companhia de Jesus, a Igreja passou a pertencer ao Curato de São Francisco Xavier. Em 2 de dezembro de 1795 a Matriz de São Francisco Xavier do Engenho Velho foi elevada à condição de Paróquia Perpétua, tornando-se, com o passar do tempo, centro religioso e social do Engenho Velho. Como a Igreja estava em ruínas, em 1805 foi iniciada a construção de um novo templo. Dele ainda restam a fachada e as torres decoradas com azulejos.

Dentre seus frequentadores ilustres, destacam-se a Imperatriz D. Teresa Cristina e Duque de Caxias, que residia em um palacete na Rua do Andaraí Pequeno, atual Rua Conde de Bonfim, onde funcionou o Instituto Lafayette feminino, depois a Mesbla e a atual Sendas. Até hoje, é celebrada na Igreja, no dia 25 de agosto, Dia do Soldado, missa em homenagem a Duque de Caxias.

Templo Sidon

A partir de 1908, com a crise econômica e os conflitos na região, famílias judaicas tradicionais, de Sidon, iniciaram um processo de migração para o Brasil, estabelecendo-se na cidade do Rio de Janeiro. Na época da 1ª Guerra Mundial fundaram a Sociedade Israelita Templo Sidon, com sede instalada no centro da cidade. Com o fim da 1ª Grande Guerra, jovens sidonenses, aqui radicados, voltaram para a terra natal e, depois de casados, retornaram para o Rio de Janeiro, alugando um sobrado na Rua Buenos Aires para a instalação da Sinagoga que, em 1931, foi transferida para atual Avenida Presidente Vargas.  

A maioria dos sócios da Sinagoga morava na Tijuca. Com o dinheiro recebido da desapropriação da Sinagoga, devido ao alargamento da Avenida Presidente Vargas, os sidonenses compraram uma casa situada em amplo terreno na Tijuca. Em 1954 inauguraram a nova Sinagoga, onde o Templo Sidon se localiza até hoje.  

Primeira Igreja Batista no Andaraí (antiga Igreja Batista da Tijuca)

Fundada em 1928 como Igreja Batista da Tijuca, seu primeiro templo foi instalado na Rua Radmacker, passando para a Rua Barão de Mesquita, depois para a Rua Barão de Itaipu e, finalmente, para a Rua Leopoldo, onde está sediada.

Igreja Batista Memorial da Tijuca

Em 1968, o Pr. Jerry Key, professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, reuniu cerca de 120 pessoas no primeiro culto da Igreja realizado no refeitório do Colégio Batista Brasileiro.

Dois anos mais tarde, o local ficou pequeno para a Igreja que, a convite da direção do Instituto Batista de Educação Religiosa, hoje Centro Integrado de Educação e Missões, passou a realizar suas reuniões no local. Em 1971, os fiéis adquiriram um imóvel na Rua Conde de Bonfim, fundando o seu Templo que foi ampliado, doze anos depois, a partir da compra do terreno ao lado.

Em 1999, o começo de um sonho: o início da construção do projeto da nova Igreja, cujos fiéis, durante as obras, voltam a se reunir no Colégio Batista Brasileiro.  A Igreja Batista Memorial da Tijuca organizou as Primeiras Igrejas Batistas da Barra da Tijuca, da Alvorada e da Zona Norte.